A ciência comprova aquilo que a grande maioria dos leitores já sabe: ler faz bem ao cérebro.

A leitura é um hábito enriquecedor que traz uma série de benefícios e aprimora diversas habilidades, sendo que uma delas é a criatividade. Afinal de contas, independentemente do género escolhido, transporta-nos para outra realidade. Para além disso, desenvolve o pensamento crítico e a capacidade analítica, ajuda a exprimir melhor as ideias e melhora a escrita. Estas são apenas algumas das vantagens mais conhecidas, mas existem muitas outras comprovadas pela ciência: 

Amplia conhecimentos

Famosamente, Dr. Seuss: “Quanto mais leres, mais coisas conhecerás. Quanto mais aprenderes, a mais sítios irás”. Mergulhar num bom livro abre todo um novo mundo de conhecimento em tenra idade. A exposição ao vocabulário através da leitura (particularmente da leitura de livros infantis) não só leva a melhores resultados nestas avaliações em particular, como também a melhores desempenhos nos testes em geral. Além disso, habilidades de leitura mais fortes no início da vida podem ser preditores de maior inteligência mais tarde.

Exercita o cérebro

Ler com regularidade está para a manutenção de certas capacidades cognitivas como o jogging está para as melhorias no sistema cardiovascular. Ou seja, este hábito melhora o funcionamento do cérebro ao dar-lhe um bom treino. Com o avançar da idade, a memória é uma das faculdades que tende a ficar mais fraca. Mas ler pode ajudar no sentido de abrandar o processo, mantendo o cérebro ágil e forte por mais tempo.

Gera empatia

Ficar perdido numa boa leitura pode facilitar as relações interpessoais. A ficção literária, particularmente, tem o poder de ajudar os leitores a perceberem aquilo que os outros sentem. Isto porque descreve as emoções das outras pessoas. “Compreender os estados mentais dos outros é uma habilidade crucial que permite as complexas relações sociais que caracterizam a sociedade humana”, afirmam os investigadores David Comer Kidd e Emanuele Castano sobre os resultados da pesquisa que coordenaram.

Pode ajudar a combater o Alzheimer

Ler põe o cérebro a trabalhar, o que é bom. Aqueles que exercitam o cérebro através da leitura, de jogos de xadrez ou de fazer puzzles têm uma probabilidade 2,5 vezes menor de desenvolver a doença de Alzheimer do que aqueles que preferem dedicar-se a atividades menos estimulantes para ocupar os tempos livres.

Ajuda a relaxar

Mais um motivo para se agarrar aos livros: um estudo sugere que ler pode ajudar no sentido de aliviar o stress. A pesquisa de 2009, conduzida por investigadores da Universidade de Sussex, indica que este hábito pode reduzir o stress na ordem dos 68%. “Não importa qual é o livro que lê. Ao perder-se num livro envolvente, poderá escapar das preocupações e stresses do mundo quotidiano e passar a explorar o domínio da imaginação do autor”, explicou o neuropsicólogo David Lewis.